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TitlePhilip Yancey - O Jesus que eu nunca conheci
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Table of Contents
                            Philip Yancey ajuda a revelar o que ficou encoberto por dois mil anos de história.
Primeira Parte: Quem Ele era
	1. O Jesus que eu pensava conhecer
	2. Nascimento: o planeta visitado
	3. Antecedentes: raízes e solo judeus
	4. A tentação: revelações no deserto
	5. Perfil: o que eu deveria ter percebido ?
Segunda Parte: Por que Ele veio
	6. As bem-aventuranças: felizes são os infelizes
	7. Mensagem: um sermão ofensivo
	8. Missão: uma revolução da graça
	9. Milagres: instantâneos do sobrenatural
	10. A morte: a semana final
	11. Ressurreição: uma manhã além da fé
Terceira Parte: O que Ele deixou para trás
	12. A ascensão: um céu absolutamente azul
	13. O reino: trigo entre ervas daninhas
	14. A diferença que Ele faz
Notas
	Capítulo 1
	Capítulo 2
	Capítulo 3
	Capítulo 4
	Capítulo 6
	Capítulo 7
	Capítulo 8
	Capítulo 9
	Capítulo 10
	Capítulo 11
	Capítulo 12
	Capítulo 13
	Capítulo 14
                        
Document Text Contents
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absolutos do sermão do monte que não percebi neles
nenhuma noção da graça. Entretanto, quando entendi a
mensagem dual, voltei e descobri que a mensagem da graça
perpassa todo o sermão. Começa com as bem-aventuranças
— bem-aventurados os pobres de espírito, aqueles que
choram, os mansos; bem aventurados são os desesperados —
e vai até o pai-nosso: “Perdoa-nos as nossas dívidas [...] livra-
nos do mal”. Jesus começou esse grande sermão com
palavras gentis para os necessitados e continuou com uma
oração que foi modelo para todos os grupos que trabalham
com desafios de doze passos. “Um dia de cada vez”, dizem os
alcoólatras dos AA; O pão nosso de cada dia nos dá hoje”,
dizem os cristãos. A graça é para os desesperados, os
necessitados, os quebrantados, os que não conseguem
realizar nada por si mesmos. A graça é para todos nós.

Durante anos pensei que o sermão do monte fosse um
modelo para o comportamento humano que ninguém
conseguiria seguir. Lendo-o de novo, descobri que Jesus
pronunciou essas palavras não para nos sobrecarregar, mas
para nos dizer como Deus é. O caráter de Deus é a matriz do
sermão do monte. Por que deveríamos amar os nossos
inimigos? Porque o Pai clemente faz o seu sol nascer sobre
maus e bons. Por que ser perfeito? Porque Deus é perfeito.
Por que acumular tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e vai
nos recompensar prodigamente. Por que viver sem medo e
sem preocupações? Porque o mesmo Deus que veste os lírios
e a vegetação do campo prometeu cuidar de nós. Por que
orar? Se um pai terrestre dá pão e peixe ao filho, quanto
mais o Pai no céu dará boas dádivas àqueles que lhe
pedirem.

Como poderia não ter percebido isso? Jesus não
proclamou o sermão do monte para que nós, como Tolstoi,
vincássemos a testa em desespero por não conseguirmos
alcançar a perfeição. Ele o deu para nos transmitir o Ideal de
Deus para o qual não devemos nunca parar de avançar, mas
também para nos mostrar que nenhum de nós jamais
atingirá esse Ideal. O sermão do monte nos força a

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das duas “atingiam o céu [...] mas o que estava amparado por
elas [...] ultrapassava o céu”. É o tipo de sensacionalismo que
os evangelhos autênticos evitam conspicuamente. (Ap.
Frederick BUECHER, The faces of Jesus, San Francisco,
Harper & Row, 1989, p. 218).

2 J. R. R. Tolkien, talvez o maior criador de histórias de
fadas deste século, com freqüência enfrentou a acusação de
que a fantasia é um “escapismo” para desviar a atenção das
pressões do “mundo real”. Sua resposta era simples: tudo
depende daquilo de que estão escapando. Vemos o vôo de um
desertor e a fuga de um prisioneiro de maneira muito
diferente. “Por que um homem deveria ser desprezado, se,
encontrando-se prisioneiro, tenta sair e voltar para casa?” (J.
R. R. TOLKIEN, “On fair tales”, ap. Robert McAfee Brown,
Persuade us to rejoice, Louisville, Westminster/John Knox
Press, 1992, p. 145).

Capítulo 12
1 Charles Williams diz que Jesus “não parece, a julgar

pelos seus comentários sobre os líderes religiosos do seu
tempo, nem mesmo ter esperado mais dos líderes de uma
igreja. O máximo que fez foi prometer que as portas do
inferno não prevaleceriam contra ela. E é tudo, examinando a
história da Igreja, que podemos sentir que elas não fizeram”.
(Charles WILLIANS, He carne down fron heaven, Londres,
Willian Heinemann, 1938, p. 108).

Capítulo 13
1 Os escribas que meditavam com tanta assiduidade

sobre as profecias do Antigo Testamento não reconheceram
em Jesus o cumprimento daquelas profecias. O fracasso
deles em interpretar os sinais da primeira vinda não
transmite uma nota de cautela para os que hoje tão
confiantemente proclamam os sinais da segunda vinda?

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